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Os líderes são responsáveis por incentivar o uso das redes sociais empresariais

tecladoAo longo da última década, as redes sociais revolucionaram a maneira na qual a sociedade se comunica. Parece que quase todo mundo tem uma presença nas mídias sociais nos dias de hoje, de amigos e familiares a celebridades e até mesmo CEOs de empresas bem conhecidas.

Em um artigo de maio do ano passado, analisamos como vários CEOs utilizavam o Twitter.

  • O Presidente e CEO da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, pode só ter tuitado algumas vezes, mas acumulou quase um milhão de seguidores. Ele pode não ter muito a dizer utilizando esta mídia, mas uma coisa é certa: quando ele fala – ou melhor, tuíta – as pessoas ouvem.
  • Samir Brikho, CEO da empresa de engenharia e gestão de projetos internacional AMEC, usa o Twitter para se estabelecer como um líder conceitual e embaixador da marca, de acordo com um artigo da PR News escrito pela Gerente de Relações com os Meios de Comunicação e Comunicações Estratégicas da AMEC, Lauren Gallagher.
  • O Presidente, CEO e Presidente-Fundador do U.S. Green Building Council, Rick Fedrizzi, interage com seus seguidores no Twitter realizando sessões de perguntas e respostas utilizando a plataforma, permitindo que ele se relacione diretamente com clientes e outras partes interessadas.

Plataformas de redes sociais, como o Twitter, conectam as celebridades e seus fãs, empresas e seus clientes, amigos e família entre si.

De acordo com os últimos dados do Twitter, a rede social tem 288 milhões de usuários ativos mensais, enquanto 500 milhões de tuítes são enviados por dia. Em dezembro de 2014, o último mês para o qual havia estatísticas disponíveis, o Facebook – rede social mais popular do mundo – registrava em média 890 milhões de usuários ativos por dia. Certamente, estes dois titãs não são as únicas opções de mídias sociais disponíveis – milhões de pessoas também usam o Instagram, Tumblr, Pinterest, Snapchat e afins, enquanto as recém-chegadas como o Ello, Pheed e Siros estão ganhando força rapidamente. (O Ello é uma plataforma social livre de anúncios semelhante ao Twitter, o Pheed é uma ferramenta de compartilhamento multimídia e o Shots é um aplicativo dedicado a compartilhar “selfies”.)

“A maioria das redes sociais corporativas não é utilizada regularmente pelos funcionários”.

Considerando o apetite aparentemente voraz das pessoas pelas mídias sociais, é evidente que as redes sociais corporativas seriam igualmente populares – mas esse não é realmente o caso. De fato, uma pesquisa do Altimeter Group constatou que a maioria das redes sociais corporativas (entre elas a Jive, Chatter, Yammer e SocialChorus) não é utilizada regularmente pelos funcionários. Por quê? Em muitos casos, os membros da força de trabalho não veem seus superiores utilizando as plataformas, e dessa forma os esforços dos líderes para levá-los a ser mais ativos se torna um caso de “Faça o que eu digo, não o que eu faço”.

A participação da liderança é crucial

Em um artigo para a Harvard Business Review, Charlene Li, fundadora e CEO do Altimeter Group, ressaltou a importância da participação da liderança no que tange a integrar com sucesso as redes sociais corporativas em uma organização. Além disso, ela apresentou uma teoria sobre por que tantos executivos evitam interagir com outros membros de suas empresas utilizando essa mídia.

“Os líderes sabem que devem interagir com os funcionários, especialmente utilizando canais digitais e sociais”, escreveu ela. “Mas eles não fazem isso, e dão uma série de desculpas comuns, tais como ‘eu não tenho tempo suficiente’ ou ‘Ninguém se importa com o que eu comi no almoço’. Acima de tudo, eles temem que a interação diminuirá a distância de poder entre eles e seus funcionários, diminuindo assim a sua capacidade de comando e controle”.

Assim, como os executivos podem se envolver mais – e, por sua vez, incentivar os trabalhadores a fazer o mesmo? Li ofereceu as seguintes dicas.

  1. Ouça

Essa ação pode parecer simples, mas pode fazer uma grande diferença. Afinal de contas, por que os funcionários gastarão seu tempo para publicar nas redes sociais corporativas se os líderes não estão prestando atenção ao que eles estão dizendo? Li ofereceu o exemplo da Red Robin, que conseguiu renovar um menu sem brilho após os executivos incentivarem os funcionários a fazer um brainstorming das melhorias por meio da rede social corporativa Yammer – e de fato ouviu as ideias e críticas dos trabalhadores.

“O simples ato de ouvir – e deixar os colegas saberem que estão sendo ouvidos – é a primeira etapa crucial para a colaboração significativa”, afirmou Li. “A ferramenta de colaboração poderá ser qualquer tipo de mecanismo de feedback – um quadro de avisos ou mesmo uma caixa de entrada de e-mail é melhor do que nenhum ciclo de feedback. O fundamental é que você, como líder, precisa estar do outro lado, ansioso e aberto para aprender e ouvir”.

“A liderança a portas fechadas pode já ter sido a norma, mas não é mais”.

  1. Compartilhe informações

A liderança a portas fechadas pode já ter sido a norma, mas é seguro dizer que está fora de moda há um bom tempo – embora você não saiba isso com base na maneira na qual alguns líderes abordam a gestão de suas empresas. A compacidade de mídias como o Twitter tornam os sites de redes sociais a maneira perfeita de enviar atualizações pequenas para o pessoal, mantendo-os no circuito sem desperdiçar seu tempo. As mídias sociais também funcionam bem para o reconhecimento do funcionário – mensagens curtas estilo tuíte levam muito pouco tempo para serem elaboradas, mas são altamente visíveis.

“Embora seja verdade que ninguém realmente se importa com o que você comeu no almoço, as pessoas estão muito interessadas​no que você discutiu durante o almoço”, observou Li. “Em vez de esperar os funcionários adivinharem o que é importante para você, agora você pode dizer-lhes, facilmente, com histórias e fotos nos canais digitais que eles já usam”.

  1. Dificulte o desengajamento

Independentemente do setor no qual uma empresa atua, o seu porte, o número de funcionários e outros fatores de diferenciação, há uma pergunta que inspirará um alto nível de engajamento entre a força de trabalho: “O que estamos fazendo errado?”

Li mencionou David Thodey, CEO aposentado da maior empresa de telecomunicações da Austrália, que usou a rede social corporativa da organização para perguntar aos funcionários que processos e tecnologias deveriam ser eliminados. Os trabalhadores aproveitaram a chance para contribuir, e a publicação de Thodey acumulou mais de 700 respostas em 60 minutos. Para mostrar que ele e seus colegas na esfera executiva estavam ouvindo, Thodey também usou a plataforma para manter uma conversa de acompanhamento.

Percebendo o sucesso das redes sociais corporativas

Os números mostram claramente que as pessoas adoram as mídias sociais, então não há nenhuma razão para as redes sociais corporativas fracassarem, desde que os líderes tomem as medidas necessárias para envolver os funcionários. Os executivos que mostram à força de trabalho que estão ouvindo, dedicam seu tempo a enviar informações relevantes e incentivam os funcionários a participar de discussões de assuntos polêmicos ficarão surpresos com a rapidez na qual os funcionários param de ignorar o canal e começam a participar ativamente das discussões.

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